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CONTRA A COVID-19

MT é o 22º no ranking da vacinação; meta de aceleração é barrada

Com a vacina russa Sputnik, Governo planejava ampliar a campanha para a faixa etária de até 30 anos

28 abril 2021 - 11h18Por Diário de Cuiabá

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em negar, por unanimidade, a compra e o uso da vacina russa Sputnik V contra a Covid-19, frustra a intenção do Governo de Mato Grosso em acelerar a imunização dos 3,5 milhões de mato-grossenses.

O governador Mauro Mendes (DEM) firmou contrato para a aquisição direta de 1,2 milhão de doses. Com isso, ampliaria a campanha para a faixa etária de até 30 anos.

Desde janeiro passado, o Estado recebeu do Ministério da Saúde 754.610 doses de vacinas da Coronavac e Astrazeneca.

Deste total, segundo dados disponibilizados até terça-feira (27) pela manhã pelo LocalizaSUS, 698.772 unidades foram distribuídas às 141 secretarias municipais de saúde, sendo 541.416 (77.5%) aplicadas entre primeira (383.998) e segunda doses (157.418).

As pouco mais de 383 mil unidades injetadas equivalem a 10,97% da população.

Levando-se em consideração apenas a primeira aplicação, o Estado ocupa o 22º lugar no ranking nacional de vacinação contra a doença, entre as 27 unidades da Federação.

Além disso, ainda não atingiu as 1.121.971 pessoas que fazem parte dos grupos prioritários.

Na primeira posição está o Rio Grande do Sul (18,13%) e, em último, o Amapá (9,54%).

Além de Mato Grosso, o pedido de importação da vacina russa foi feito por governadores membros do Consórcio Nordeste e do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC), que avaliam dar seguimento judicial à demanda.

Juntos, eles negociavam mais de 65 milhões de doses do imunizante, e a expectativa era de que os primeiros lotes chegassem ainda neste mês.

De acordo com a assessoria de Comunicação do Governo do Estado, Mauro Mendes se reuniria, ainda ontem, com os seis governadores do grupo Brasil Central para avaliar a decisão da Anvisa.

O consórcio já havia comunicado que a aquisição só será feita com aprovação da agência, mas não descarta acionar a Justiça.

Neste caso, a decisão será em conjunto pelos sete governadores dos estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Maranhão, Rondônia, além do Distrito Federal.

A legislação prevê que vacinas aprovadas por determinadas agências internacionais podem entrar em uso no país. Este é o caso da Sputnik V.

SEM DADOS - Por meio da assessoria de imprensa, a Anvisa informou que, por falta de dados consistentes e confiáveis, a Diretoria Colegiada (Dicol) decidiu não recomendar a importação em caráter excepcional da vacina russa.

O pedido foi avaliado na noite da última segunda-feira (26), portanto, dentro do prazo de 30 dias estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão proferida pelo ministro Ricardo Lewandowski.

De acordo com o relator do processo, diretor Alex Machado Campos, a decisão é um retrato do momento e que o desafio é estabelecer se os benefícios das vacinas superam os riscos relacionados ao produto.

“A segurança é um aspecto inalienável diante da incerteza do risco. Chegamos até aqui de mãos dadas com a ciência e amparados por evidências”, disse.

Entre outros apontamentos, foram identificadas falhas no desenvolvimento do produto, em todas as etapas dos estudos clínicos (fases 1, 2 e 3). Também há ausência ou insuficiência de dados de controle de qualidade, segurança e eficácia.

Uma das informações preocupantes com relação à avaliação dos dados disponíveis até o momento é que as células onde os adenovírus são produzidos para o desenvolvimento da vacina permitem sua replicação. Isso pode acarretar infecções em seres humanos, podendo causar danos e óbitos, especialmente em pessoas com baixa imunidade e problemas respiratórios, entre outros problemas de saúde.

O caso poderá ser reexaminado, se novas informações técnicas forem fornecidas.