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VLT

VLT com PPP custo zero

29 outubro 2020 - 09h20Por Wagner José

Os engenheiros do Movimento Pró VLT, de Cuiabá e São Paulo, encontraram a solução para a conclusão das obras do VLT de Cuiabá e Várzea Grande sem que o Estado gaste mais dinheiro novo.

De acordo com o Secretário Nacional de Mobilidade Urbana que criou o Grupo de Trabalho (GT) em 2019, Jean Pejo, a matemática é simples: “Como o governo do Estado tem depositado na conta do VLT R$ 193 milhões, basta aplicar o dinheiro que  é suficiente para terminar a primeira etapa (Aeroporto – Porto – Centro) dentro de uma Parceria Público Privada (PPP). O “P” Público estará em alta porque o Estado terá feito a sua parte, ficando o restante à iniciativa privada, tanto na operação como na extensão dos trilhos até o CPA e o Coxipó”.

Da mesma forma, o engenheiro José Pícolli, entende que esse é o caminho: “As principais obras de arte já foram realizadas, estação de passageiros ao lado do aeroporto, viadutos da avenida da FEB, SEFAZ, UFMT, ponte sobre o rio Cuiabá, 294 vigas dos pilares da ponte sobre o rio Coxipó e o viaduto que dá acesso ao município de Santo Antônio de Leverger. A Parceria Público Privada (PPP) é o caminho mais fácil e econômico para a conclusão das obras”.

O engenheiro José Pícolli é um grande especialista em VLT. Participou da construção do VLT do Rio de Janeiro e dos estudos técnicos do VLT de Cuiabá e Várzea Grande, que já possuem 3,5 quilômetros de trilhos eletrificados, o que corresponde a 70% do total da obra.

Além disso, é importante destacar que existe uma área que foi doada pela União (por intermédio da Infraero), de cerca de 131 mil metros quadrados ao lado do aeroporto Marechal Rondon, onde foi construído o Centro de Controle, Manutenção e Operação do VLT. Nessa mega estrutura está os 40 trens e 240 vagões comprados da Espanha; 40 quilômetros de cabos de energia; 22 km de trilhos; todo o posteamento com catenárias; 9 subestações; o sistema semafórico e outros equipamentos caríssimos.

Todo esse investimento que consumiu cerca de R$ 1 bilhão de reais não pode ser jogado no lixo. O Estado paga R$ 4 milhões de juros ao mês, por esse empréstimo junto a Caixa Econômica Federal, mesmo o VLT não funcionando até 2047.

A retomada das obras irá gerar 1.200 empregos diretos e 4.000 indiretos. Os benefícios serão extraordinários. O VLT possui preferência semafórica, portanto mais rápido, transporta de 400 a 600 pessoas, poluição zero e mais confortável. O comércio será beneficiado com um serviço público de qualidade, o turismo incentivado com a paisagem belíssima do VLT deslizando no leito gramado.

Essa é a proposta do Movimento Pró VLT, mais vantajosa para o Estado e para a sociedade. Não há necessidade de o governo do Estado desembolsar mais nenhum dinheiro novo. Desde que, conclua essa primeira etapa com o dinheiro que já tem depositado na conta do VLT.

O Movimento Pró VLT, cívico e suprapartidário, defende a transparência total e sem corrupção.

É claro que se houverem outras propostas a sociedade deve debater todas as alternativas. O problema é que o governo sequer apresenta uma posição sobre a continuidade, o tempo passa e o governo se mantém calado!

Com quem será que o governo tem compromissos?

Vicente Vuolo é servidor do Senado, economista, cientista político e coordenador do Movimento Pró VLT e conversou a respeito com nosso Jornalista nesta manhã, citou ter sido excluído por alguns veiculos de comunicação a pedido do Governo, por apresentar a melhor solução para resolver o problema que parece não ter fim, ou aguarda para entrar na fila do esquecimento.